O candidato ao Senado João Azevêdo (PSB) defendeu, nesta quarta-feira (19), a implantação efetiva de um Sistema Único de Segurança Pública no país, com maior participação da União no financiamento do setor e integração das estruturas de inteligência dos estados. A proposta foi apresentada durante sabatina realizada pelo Sistema Arapuan.
Para João, o avanço das organizações criminosas exige uma resposta coordenada nacionalmente, com recursos e compartilhamento de informações entre as forças de segurança. “Precisamos ter um Sistema Único de Segurança Pública com financiamento, a exemplo do que a gente tem na saúde, com recursos”, afirmou.
O ex-governador defendeu que os serviços de inteligência estaduais estejam interligados em uma estrutura nacional de enfrentamento ao crime organizado. “Com todos os serviços de inteligência dos estados interligados e sendo comandados pelo Ministério da Justiça, a gente poderia resolver questões que são simples de entender”, explicou.
João citou o tráfico de drogas e de armas como exemplos de crimes que ultrapassam as fronteiras estaduais e, por isso, exigem maior participação federal. “A Paraíba não produz droga, mas nós apreendemos 20 toneladas de droga. A gente não fabrica arma, mas tivemos que apreender 23 mil armas. Isso tudo são coisas que extrapolam os limites do Estado”, disse.
Segundo o candidato do PSB, uma eventual atuação no Senado terá entre as prioridades a defesa de uma política nacional de segurança que fortaleça os estados no enfrentamento às organizações criminosas. “O Sistema Único de Segurança Pública eu vou fazer a defesa, sim, chegando ao Senado Federal, mas com recursos efetivos do Governo Federal na política de segurança”, concluiu.
João Azêvedo disputa o Senado com o número 400 e tem defendido uma atuação em Brasília voltada à atração de investimentos, à garantia de recursos para os municípios e à construção de projetos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, ciência, tecnologia e inclusão social.




