Com a conta de energia elétrica mais cara durante o mês de julho em razão da bandeira tarifária amarela, consumidores voltam a buscar alternativas para reduzir os gastos com eletricidade. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), um sistema fotovoltaico corretamente dimensionado pode proporcionar uma economia de até 85% na conta de luz. Para a Associação Paraibana de Energias Renováveis (APB Renováveis), além da redução nos custos, a geração de energia solar oferece maior previsibilidade ao consumidor ao diminuir a exposição às oscilações provocadas pelas bandeiras tarifárias.
A Associação Paraibana destaca que, além de beneficiar quem produz a própria energia, a ampliação das fontes renováveis fortalece o sistema elétrico nacional ao diversificar a matriz energética e reduzir a necessidade de utilização de fontes de geração com custo mais elevado em períodos de menor disponibilidade hídrica.
A bandeira tarifária é um mecanismo criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em 2015, para indicar as condições de geração de energia no país. Neste mês, a adoção da bandeira amarela representa um cenário de custos mais elevados para a produção de eletricidade, resultando em cobrança adicional na conta dos consumidores.
A definição das bandeiras leva em consideração fatores como o volume de chuvas, o nível dos reservatórios das hidrelétricas e a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado. Em períodos de estiagem, a menor disponibilidade de água reduz a produção das hidrelétricas e exige o uso de outras fontes de maior custo operacional.
Para o presidente da APB Renováveis, Rafael Targino, as bandeiras tarifárias evidenciam a necessidade de ampliar a participação das fontes renováveis na matriz elétrica brasileira. “As bandeiras tarifárias mostram que depender de uma única fonte de geração deixa o sistema mais vulnerável às condições climáticas. Quanto maior a participação de fontes como a energia solar e a eólica, maior é a segurança energética do país. Para quem investe em geração própria, especialmente por meio da energia solar, também há um benefício direto, a redução da dependência da energia fornecida pela distribuidora e, consequentemente, um alívio no valor da conta de luz ao longo do tempo”, afirma.
O sistema possui três classificações. A bandeira verde indica condições favoráveis de geração, sem acréscimo na tarifa. A bandeira amarela sinaliza aumento moderado dos custos de geração e acrescenta um valor à conta de energia. Já a bandeira vermelha, dividida em dois patamares, representa um cenário de geração mais oneroso, com cobrança adicional ainda maior.
A ANEEL divulga mensalmente a bandeira tarifária que será aplicada no mês seguinte. A definição da bandeira referente a agosto será anunciada no dia 31 de julho, mantendo o procedimento adotado pela agência de informar, sempre no último dia de cada mês, a classificação válida para o período seguinte.
Além de reduzir os custos para consumidores que produzem a própria energia, a expansão das fontes renováveis contribui para diversificar a matriz elétrica brasileira, diminuir a necessidade de acionamento de usinas termelétricas e tornar o sistema mais resiliente diante das variações climáticas.




