Prefeitura de Belém é investigada pelo MPPB por possível pagamentos irregulares na Educação

Redação Portal de JP

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou, nesta sexta-feira (27), um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades nos pagamentos de servidores vinculados ao Fundeb pela Prefeitura de Belém, no Brejo paraibano. O município está sob gestão da prefeita Aline Barbosa de Lima (MDB), conhecida como Dona Aline.

A apuração teve origem em denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do órgão e aponta diferenças salariais entre servidores que exercem as mesmas funções, sem critérios objetivos que justifiquem a disparidade.

Indícios de irregularidades

De acordo com análise preliminar do Ministério Público, foram identificados indícios de que professores com a mesma carga horária (40 horas semanais) e mesma função recebem salários diferentes, variando entre R$ 4.500 e R$ 6.000.

Ainda segundo o órgão, a Prefeitura não apresentou documentação suficiente que comprove justificativas legais para essas diferenças, como:

  • progressão funcional
  • titulação acadêmica
  • tempo de serviço
  • funções gratificadas

Também foram apontadas falhas na transparência de pagamentos adicionais, já que vantagens e gratificações estariam sendo concedidas sem indicação clara de base legal ou critérios objetivos.

Falta de esclarecimentos

Mesmo após solicitações formais, o Ministério Público considerou que as informações enviadas pela gestão municipal foram insuficientes para esclarecer os fatos.

Entre as lacunas identificadas estão:

  • ausência de justificativas individualizadas para diferenças salariais
  • falta de detalhamento sobre critérios de enquadramento no plano de cargos
  • inexistência de regulamentação clara para concessão de algumas gratificações

Diante disso, o órgão entendeu que permanecem indícios de afronta aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa, podendo configurar ato de improbidade.

Com a conversão do procedimento em inquérito civil, o Ministério Público determinou novas diligências e voltou a requisitar informações à Prefeitura de Belém, que terá prazo de 10 dias para responder.

A investigação segue em andamento e poderá resultar na adoção de medidas judiciais, caso as irregularidades sejam confirmadas.

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