Combater a sonegação, prevenir fraudes e irregularidades, e assegurar que os recursos públicos sejam direcionados para investimentos essenciais em áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e políticas sociais. Essas são algumas das funções dos auditores fiscais, profissionais que celebram, nesta sexta-feira (13), os 14 anos da Lei Estadual 9.664/2012, que reconhece a categoria.
Na Paraíba, o auditor fiscal é responsável pela arrecadação, fiscalização e a tributação de três impostos estaduais (ICMS, IPVA e ITCD). É um trabalho que exige preparo técnico, conhecimento jurídico, domínio de sistemas eletrônicos e, sobretudo, firmeza de caráter.
Com mais de três décadas de atuação em praticamente todo o Estado, o supervisor fiscal da Gerência Operacional da Fiscalização de Mercadoria em Trânsito, José Lanhas Schmid, destaca que o papel do auditor vai muito além da fiscalização em si. “O Auditor Fiscal desempenha papel fundamental para a sociedade. É a ‘mão do Estado’ e sua atuação garante que os tributos sejam arrecadados de forma justa e correta, combatendo a sonegação e a concorrência desleal”, declarou.
A fala resume uma das dimensões centrais da carreira: promover justiça fiscal. Ao combater fraudes e distorções, o Auditor contribui para um ambiente de negócios mais equilibrado, protegendo empresas que atuam de forma regular e fortalecendo a confiança nas instituições. A atividade também exige liderança e capacidade de articulação, especialmente nas regionais espalhadas pelo interior do Estado. O gerente regional de Guarabira, Anivaldo Mendes de Azevedo Filho, explica que a atuação do Auditor combina técnica e compromisso público. “Cabe ao Auditor assegurar o cumprimento das obrigações fiscais, combater a sonegação e prevenir fraudes. Sua atuação é fundamental para garantir recursos que viabilizam investimentos essenciais”, disse.
Ao longo dos anos, a forma de fiscalizar passou por mudanças profundas. Se antes o trabalho era marcado por documentos preenchidos manualmente e processos físicos, hoje a tecnologia ocupa papel central, com cruzamento de dados e sistemas eletrônicos cada vez mais sofisticados. Ainda assim, a essência da função permanece. Auditor há 29 anos, Sandro Rogério de Souza acompanhou essa transformação de perto e reforça que nenhuma ferramenta substitui a análise técnica de um olhar humano. “Do carimbo e da nota fiscal manual aos programas avançados de extração e tratamento de dados, muita coisa mudou. Mas algo permanece: a importância do ser humano no processo de identificação de fraudes. A figura do auditor é insubstituível”, ressaltou.
Na mesma linha, o gerente regional da 4ª Região da Sefaz, com sede em Patos, Manoel Paulino da Silva Neto, lembra que o trabalho do Auditor Fiscal é um dos pilares que sustentam as políticas públicas. “O Auditor Fiscal atua como guardião dos direitos sociais ao garantir que a receita tributária seja convertida em melhorias para a população”, destacou.
Para o presidente da Associação dos Auditores Fiscais da Paraíba (Afrafep), Quintiliano Bezerra, a data é um momento de reconhecimento coletivo. “Celebrar o Dia do Auditor Fiscal é falar, também, sobre educação fiscal, bem como reconhecer que somos uma carreira essencial para promover a justiça social e o fortalecimento institucional do estado. A Afrafep tem orgulho de representar todos os profissionais que exercem suas funções com responsabilidade e compromisso ético com a sociedade”, finalizou o presidente.




