O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho, avaliou as críticas feitas por parte da classe política sobre a falta de proximidade do governador João Azevêdo (PSB) com lideranças políticas do estado. Em entrevista ao programa Hora H, da TV Norte Paraíba, Coelho concordou parcialmente com as observações e resumiu a situação em uma expressão: “falta dengo”.
“Vou resumir em uma frase: falta dengo. É um termo para se referir à falta de afago, de carinho e de vínculo”, afirmou.
Segundo ele, essa característica faz parte do perfil do governador e dificilmente será alterada neste momento do mandato. “Isso não tem como mudar mais, porque o governador já está deixando o cargo no dia 2 de abril e nem ele vai mudar, porque é a maneira dele de ser. Ele vai para uma campanha e vai ter que conversar, pedir o voto novamente, mesmo tendo feito um governo operoso”, disse.
George Coelho destacou que os resultados da gestão são um trunfo eleitoral para João Azevêdo, mas ponderou que obras e ações administrativas, sozinhas, não garantem vitória nas urnas.
“Se obra fosse o essencial para ganhar eleição, nenhum prefeito saía de casa para pedir voto. O prefeito trabalha no dia a dia pelo município e mesmo assim precisa estar próximo da população. Então, é preciso ter alinhamento político e aliados para defender o projeto”, avaliou.
Para o presidente da Famup, embora o governador tenha um perfil mais técnico, a campanha eleitoral abre espaço para uma maior interação direta com a população.
“O governador não vai mudar, mas vai ter a oportunidade de conversar com a população, que é dessa forma que ele sabe fazer política”, concluiu. Do Blog do Anderson Soares.




